Hoje trarei uma resenha super especial, de um livro que me acompanhou na infância e veio até aqui comigo! O clássico "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry!!
ESSA RESENHA CONTÉM SPOILER!!
Um aviador acaba fazendo um pouso de emergência no deserto
do Saara, devido a uma pane, e precisa consertar seu avião. No dia seguinte ele
é acordado por um menino loirinho que o pede para desenhar um carneiro.
Assustado, ele tentou entender a situação, mas o menino continuava a pedir que
desenhasse um carneiro.
O piloto só tinha reserva de água para oito dias e durante
esses oito dias, o princepezinho o fez companhia. Enquanto isso eles conversavam
bastante e o piloto ficou conhecendo suas estórias e um pouquinho de como ele
era. O menino gostava muito de perguntar, mas quando lhe era feita uma
pergunta, se mantinha em silêncio.
O pequeno príncipe morava em um pequeno planeta, com três vulcões e uma rosa vaidosa e muito orgulhosa. Se sentia solitário e queria
muito fazer amigos. Um dia segurou-se em pássaros selvagens e saiu pelos mundos
em busca de novos amigos. Conheceu muitos adultos e os achou todos esquisitos e
não conseguia entendê-los de jeito nenhum.
Uns achavam que eram donos de tudo, outros eram muito
vaidosos e alguns se importavam apenas com números e seus trabalhos. Encontrou
até bêbados que bebiam para esquecer que bebiam. Difícil mesmo de entender. Ao longo de sua jornada acabou conhecendo uma
raposa, aprendeu e conseguiu cativá-la. Ficaram amigos e ambos jamais
esqueceriam um do outro.
O príncipe era uma criança linda, inocente, inteligente e
com muitas perguntas. Tinha sede de conhecimento. Sua visão de mundo era muito
diferente de um adulto e deveria ser levado mais à sério. Os adultos crescem e
se esquecem das coisas mais simples e tornam tudo mais difícil e sem graça.
Em seu planeta, tudo era importante e único, pois era seu.
Tinha grande prazer em cuidar de tudo por lá, mesmo sendo pequeno. Tinha
bastante orgulho de todas as suas conquistas e era preocupado com tudo que
pudesse agredir suas coisas. Ele queria um carneiro para comer os baobás.
Árvores que se crescessem muito, tiraria todo o espaço de seu planeta, o asteroide B 612.
Ele tinha uma rosa também, e estava preocupado com o
carneiro, pois ele podia comer sua flor, que só tinha quatro espinhos para se
defender. Por isso, pediu para o piloto desenhar uma mordaça para colocar no
animalzinho e assim ele o fez. O piloto era cativado por ele a cada dia que passava.
Ouvia suas estórias atentamente e as guardava com muito carinho no coração.
Por fim o piloto conseguiu consertar sua aeronave e o
pequeno príncipe precisava voltar para sua casa. Mas antes de fazê-lo o
pequenino resolveu dar um presente ao seu novo amigo.
Combinaram que o piloto
sempre olharia as estrelas e se lembraria dele e de seu riso. Depois disso ele
partiu e o piloto retornou à sua casa, com muitas saudades no coração.
Ao olhar as estrelas ele se lembrava do seu amiguinho e
pensava se o carneiro estava ajudando a controlar o crescimento dos baobás.
Ficava feliz pelo seu desenho ter sido útil, mas em outras noites se
preocupava com uma coisa. Ele lembrara que tinha esquecido de desenhar uma
correia para prender o carneiro. Terá ele comido ou não a flor?
Hora ele gostava de pensar que o pequeno príncipe era
cuidadoso o suficiente para evitar o acontecido, protegendo sua flor com uma
redoma de vidro, mas outra hora, ele pensava que todos acabamos nos esquecendo
de algo e nesse dia, talvez, o carneiro tivesse comido a florzinha que ele
tanto amava.
COMENTÁRIOS
E é assim que esse clássico que me encantou e à muitos
termina. Com essa reflexão sobre a morte ou não da florzinha. Esse livro foi
lido por mim na infância e a estória é linda e surte grande efeito em mim. Ele
foi muito bem escrito e com várias saídas inteligentes do autor. Um livro
infantil, mas que deveria ser lido por todos os adultos, para que eles possam
enxergar e entender o mundo de forma diferente.
Os desenhos nele pintados são lindos e ilustram bem a
estória. É um livro bem curtinho e você podê-lo em poucas horas. É uma leitura
bem fluída. A minha edição é a de bolso, da editora Pocket Ouro. Eu não gosto
muito de livros de bolso, mas como descobri que minha mãe tinha comprado para
ela, não pude perder a oportunidade de reler. Estou me sentindo muito feliz por
ter me recordado dessa estória e agora passarei a olhar as estrelas de forma
diferente, sempre me perguntando se a florzinha sobreviveu ou não. Torço pelo final feliz!
Espero que tenham gostado dessa resenha! Gostei muito de
escrevê-la. Espero que tenham a oportunidade de ler e se já leram, que possam
reler. Pois ela agora, com certeza terá uma interpretação diferente desde a
primeira vez que leu. Deixem seus comentários e vamos conversar sobre essa
linda leitura. Eu não coloquei nenhuma quote, porque quero fazer uma postagem
especial só com as quotes desse livro.





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