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31 de outubro de 2014

Entrevistando: Marcos DeBrito #2

Olá creepies queridos!!

Hoje tem a segunda e última parte da entrevista do nosso querido autor!! Sentem-se confortavelmente e aproveitem! Para quem ainda não vi a primeira parte, basta clicar aqui!! Vamos saber um pouquinho do filme O Condado Macabro!! Preparados?






MMTP: Como surgiu a ideia para o filme Condado Macabro?

Marcos: Eu havia escrito e co-dirigido um curta-metragem de terror com o mesmo título na época de faculdade em 1999. Desde então pensávamos em reunir a turma para o aniversário de 10 anos e fazer uma continuação. Mas as pessoas tomaram seus rumos diferentes e o único membro original que aceitou (e vivia me cobrando) foi o co-diretor André de Campos Mello.

Como eu já havia adquirido experiência com meus curtas, propus que fosse um longa e chamei uma equipe profissional, mesmo que reduzida, e atores experientes da TV, cinema e teatro.

Todos queríamos fazer um filme de terror nacional que juntasse o trash e o comercial. Há iniciativas independentes de filmes de gênero no Brasil que acabam não sendo distribuídas por aqui, por mais que tenham suas qualidades. A ideia do “Condado Macabro” era romper um pouco isso e apresentar um projeto de alta qualidade técnica, com referência aos filmes de terror dos anos 80, estilo “Massacre da Serra Elétrica” e “Sexta-Feira 13”.



MMTP: Como foram as gravações?

Marcos: Um pesadelo! Ficamos 1 mês no interior do Mato Grosso do Sul, confinados na casa onde eram as filmagens. Então foi tudo muito intenso. Respirávamos o filme 24hs por dia. Isso pode parecer estimulante, mas chega um momento que você fica cansado de tudo aquilo.

Normalmente, um filme de cinema tem uma equipe técnica muito superior ao número de atores, mas no nosso caso foi o contrário. Filmamos sem verba e isso gerou um excesso de trabalho por parte de todos. Era uma sobrecarga exagerada onde uma única pessoa acumulava várias funções.

Eu, por exemplo, chegava a ficar 72hs sem dormir porque haviam núcleos a serem filmados de manhã, de tarde e na madrugada. Descansava duas horas e depois ficava mais 48hs direto sem pregar o olho.

As pessoas me falavam para ir deitar, mas eu não podia. Era uma responsabilidade muito grande a que eu tinha nas mãos. Eu havia convencido várias pessoas a se arriscarem nesse projeto e ele precisava dar certo.

Adorei o resultado! Hoje vejo aqueles dias de set com muito carinho e boas lembranças. Mas nunca mais quero fazer um filme nessas condições. E creio não ser o único do filme a dizer isso, rs.



MMTP: Aconteceu alguma coisa estranha (sobrenatural) no set de filmagens?

Marcos: Felizmente não. Não teríamos tempo para lidar com isso. Mas como estávamos em uma fazenda rodeada por florestas, muitos animais selvagens apareciam. Optamos por filmar durante a manhã algumas cenas que seriam de noite na mata por causa da presença de onças. Não chegamos a ver nenhuma, mas vimos “javaporcos” e muitas cobras invadiram o set. Inclusive sucuris. Tivemos alguns momentos de tensão.




>> Meus queridos! Não deixem de visitar o site do filme Condado Macabro! Para acessá-lo, basta clicar aqui!! Ele é muito bem feito e lá, vocês podem encontrar informações sobre o filme, trailer, fotos e muito mais!! E ainda tem uma página especial no Facebook! Não deixe de curti-la para acompanhar as novidades, para seguir, só clicar aqui! O Marcos atualiza com frequência!




QUIZ DE FAVORITOS



MMTP: Filme de terror favorito:

Marcos: Dracula, do Coppola. Mas são vários. Goste desde os slashers dos anos 80, dos filmes trash que iniciaram a carreira do Peter Jackson.


MMTP: Livro de terror favorito:

Marcos: Macário, do Álvares de Azevedo. Apesar de não ser o terror que as pessoas estão acostumadas, há a presença do Diabo e sua influência.



MMTP: Autor de terror favorito:

Marcos: Edgar Allan Poe e Álvares de Azevedo. Ainda preciso remediar minha falta de conhecimento das obras de Byron e Lovecraft.


MMTP: Personagem de terror favorito e por quê:



Marcos: Creio que seja o Diabo. Não sei se podemos enquadrá-lo como “personagem”, mas é a sua influência que mais me fascina em todos os seres amaldiçoados.


MMTP: O que gostaria de dizer aos leitores do blog Meu Mundo Em Tons Pastéis?

Marcos: Gostaria de agradecer o espaço e convidar todos a lerem o “À Sombra da Lua” e ficarem atentos às novidades do “Condado Macabro”, que deverá estrear nos cinemas perto do Halloween do ano que vem.
Ambos tem página no Facebook e, sempre que posso, busco interagir com todos que me procuram para trocar opiniões sobre as obras.


>> Infelizmente a entrevista acabou! Gostei muito e vocês? Sei que já estou contando os dias para assistir Condado Macabro nas telonas!! Tenho certeza que será um grande sucesso!

>> Gostaria de agradecer imensamente o Marcos, por ceder um tempinho para essa entrevista maravilhosa! Será sempre bem vindo aqui no blog!!

>> Para finalizar e aguçar a curiosidade de vocês, vou colocar o terceiro teaser de Condado Macabro!!





Beijinhos e até a próxima!!

29 de outubro de 2014

Entrevistando: Marcos DeBrito #1

Hi Hi Creepies!!

Hoje  teremos mais uma entrevista no blog!! Dessa vez, será com Marcos DeBrito! Escritor e cineasta (nosso parceiro)! Olha como o blog está chick! Seu primeiro livro é À Sombra da Lua! Está sendo uma excelente leitura e logo, logo terá resenha para vocês!! Para quem quiser conhecê-lo mais, e à sua obra, clique aqui! E, também, não deixem de ler o post da coluna LI ATÉ A PÁGINA 100 E... de À Sombra da Lua!! Tenho certeza que não vão resistir à leitura!!





MMTP: Já teve medo do escuro?

Marcos: Considero o medo do escuro um fator essencial para quem escreve o gênero terror. Para transpor esse sentimento para as páginas, não há nada mais eficaz do que um real conhecimento de causa. Parei de dormir com a luz do meu quarto acesa só depois dos 18 anos e, ainda hoje, passo algumas noites em claro quando os fantasmas do meu passado resolvem me assombrar.

Durante o dia sou totalmente racional quanto a improbabilidade dos fenômenos sobrenaturais ocorrerem depois que deito na cama, mas na madrugada essa razão é derrubada pelo pavor do que pode estar escondido nas sombras.



MMTP: O que te assustava quando era criança?

Marcos: Até hoje a ideia real de morte me assombra. A noção de finitude me desola e por isso que é um tema geralmente discutido nos meus textos.

Mas se formos interpretar o susto como um abalo emocional provocado por uma circunstância ameaçadora ou inesperada, sempre tive medo do que hoje escrevo. Fantasmas e criaturas das trevas sempre roubaram meu sono, mas, mesmo assim, procurava-os em filmes, literatura ou quadrinhos.



MMTP: Tem algum relato, de algo estranho e sobrenatural, que aconteceu com você, para nos contar?

Marcos: Esse tipo de experiência eu fujo um pouco da resposta porque muitas pessoas não acreditam na presença ou influência do oculto.

Prefiro deixar para interpretação do leitor se escrevo com conhecimento de causa ou por criatividade. O que posso afirmar é que tive sim episódios que originaram meu medo pelo escuro e que se eu os descrevesse aqui a entrevista seria longa.



MMTP: Como surgiu esse gosto pelo gênero terror?

Marcos: Acredito que os fantasmas do passado me deixaram essa herança. Eu buscava em filmes desse gênero algum tipo de explicação para entender o que acontecia comigo. Talvez tenha sido um erro porque a ficção tende a vender o sobrenatural como perverso e eu aceitei esse conceito.

Hoje, apesar de acreditar que nem todos seres ocultos ostentam a maldade, minha maneira de retratá-los é influência dessa noção que tive quando criança. E não reclamo. Foi assim que aprendi a discutir sobre o mal e suas contradições.



MMTP: Já tinha vontade de escrever um livro antes?

Marcos: Nunca havia pensado em escrever um livro, apesar de minhas redações na época da escola sempre extrapolarem o limite de páginas. Imagino minhas histórias contadas visualmente, tanto que me formei em cinema e trabalho como roteirista e diretor. Mas quando terminei o roteiro do “Vila Socorro” (primeiro título do “À Sombra da Lua”), fizemos o orçamento e concluímos que a produção era muito cara para ser realizada. Como eu gostava muito da história, não queria engavetá-la e resolvi arriscar como romance.

Foi uma enorme surpresa para mim quando a Rocco me escreveu querendo publicar o livro. Eu não imaginava que ele pudesse sair por uma das nossas maiores editoras, que tem os direitos da Anne Rice e tantos outros escritores renomados. Mas gostaram tanto que já me pediram para escrever uma trilogia.

Hoje penso em ter mais livros publicados. Inclusive, já entreguei a eles o original de “O Escravo de Capela”, meu segundo romance também de terror. Mas, os planos para filmar o “À Sombra da Lua” permanecem. Só que para o futuro.


MMTP: O que acha dos livros de terror nacionais?

Marcos: Sei que pode parecer uma falha minha, mas não leio literatura de terror nacional contemporânea. Juro que tentei, mas me decepcionei com a forma da escrita dos livros que li. Gosto de descrições exageradas, da dor existencial, do sofrimento e isolamento..., narrados de forma quase poética. Procuro a beleza do pessimismo em construções gramaticais harmoniosas e isso falta em nossa literatura de terror. O que temos são textos diretos, frases curtas e metáforas pobres. Acho que o horror é considerado um subgênero por aqui justamente pela maioria dos autores focar apenas na ideia central da estória, em detrimento de uma forma de escrita melhor trabalhada.

Sou apaixonado pela composição narrativa dos ultrarromânticos. Não sei se consegui, mas tentei trazer para o “À Sombra da Lua” essa melancolia em contornos trágicos que impregnava os textos do Mal do Século. Parece uma aposta bem vinda, tanto que a Rocco indicou o livro para concorrer ao Jabuti de melhor romance do ano. Infelizmente não fui um dos finalistas, mas já é um reconhecimento para o gênero.



MMTP: Qual ou quais autores te inspiraram a escrever?

Marcos: Edgar Allan Poe e Álvares de Azevedo são minhas principais referências. O poema “The Raven” é obra mais perfeita de terror clássico que tenho conhecimento. E a tradução do Milton Amado é a melhor.
Meu livro de cabeceira é o “Macário”, seguido por “A Noite na Taverna” ambos do Álvares de Azevedo.


MMTP: Quanto tempo levou para escrever À Sombra da Lua?

Marcos: O processo inteiro, desde a ideia até a publicação foi longo. A história envolvia muita pesquisa em textos de internet, livros, sermões antigos, entrevistas, mitos, religião... e para não parar no meio do processo com falta de informação, busquei tudo isso antes de começar a escrever. Na época eu estava representando meu último curta-metragem em festivais e trabalhando também com publicidade, portanto era escasso meu tempo para desenvolver o texto. Foram quase 2 anos para ter o roteiro pronto e esse mesmo tempo para ter a versão final adaptada como romance. Após entregue à Rocco, entre idas e vindas de revisões e conversas sobre como deixar o livro ainda melhor, foram mais 3 anos para ser publicado.



MMTP: Achou difícil desenvolver a estória, ou ela foi tomando forma com facilidade?

Marcos: Não diria que foi difícil, mas foi muito trabalhosa. Não só por retratar uma época do nosso passado, explorar a mitologia e argumentações religiosas com questionamentos filosóficos do comportamento humano, mas também porque é uma trama de reviravoltas. Precisei trabalhar tudo isso em conjunto para ambientar o livro de forma correta e não ter furo na estória.

O segredo é, antes de tudo, saber o seu final. Tendo isso, o desenvolvimento fica sempre bem direcionado. Algumas coisas são descobertas à medida que se escreve, mas como tudo faz parte do mundo mental do escritor, no final as coisas se encaixam.



Bom meus queridos, essa foi a primeira parte da entrevista com Marcos DeBrito!! Gostaram? Está bem rica!! Eu gostei muito e também me identifiquei bastante com as respostas! O livro Noite Na Taverna é um ótimo livro! Recomendo! Fiquei muito animada ao saber que tem um segundo romance a caminho!! E vocês?? 

 Amanhã teremos um pequeno quiz de favoritos e ele comentará sobre seu filme O Condado Macabro!! Continuem ligados porque ainda tem muitas surpresas!!

Beijinhos




23 de outubro de 2014

Entrevistando: Fábio Bruzinga #2

Hello Creepies!!

Hoje teremos a segunda, e última parte da entrevista com o autor de Réquiem! Para aqueles que ainda não viram a primeira parte, é só clicar aqui!




>> O que acha dos livros de terror nacionais?

Na verdade não recordo ter lido livros nacionais com essa temática, somente “O escaravelho do diabo” que, embora seja um romance policial, me causou na época a sensação que sinto hoje ao ler o terror. Acho que esse gênero só está ganhando grande visibilidade agora e vejo grande potencial dos autores nacionais, com histórias envolventes e arrepiantes. Espero ver mais obras nacionais do gênero nas prateleiras das livrarias.


>> Qual ou quais autores te inspiraram a escrever?

Os autores me inspiram muito pela forma como escrevem, não que o estilo incida diretamente na minha maneira de escrever, mas sempre busco aprender um pouco ao ler um livro. Posso dizer que gosto muito de como Dan Brown, Allan Poe, HP Lovercraft e Raphael Draccon (escritor nacional) escrevem.


>> Quanto tempo levou para escrever Réquiem?

Bom, esse parte é um pouco engraçada. Comecei a escrever Réquiem em 2007, quando estava no 2º ano do ensino médio. Como eu já disse, a estória veio como uma bomba em minha cabeça e comecei a colocá-la no papel. Começou como uma brincadeira, escrevi um ou dois capítulos e mostrei para uma amiga. Rapidamente, as primeira folhas correram pelo colégio e alguns colegas me procuraram para saber o restante da estória. Depois disso, escrevi mais alguns capítulos, não mais que 5 e parei de escrever. O engraçado é que a história nunca saiu da minha cabeça, então, em 2012, na faculdade, voltei a escrevê-la e consegui então finalizá-la. Assim, desde 2007 até 2013, quando terminei, são 6 anos, mas se contar o tempo que realmente trabalhei nela foram 2 anos.


>> Achou difícil desenvolver a estória, ou ela foi tomando forma com facilidade?

“Réquiem” surgiu completa na minha cabeça, com início, meio e fim. Só foi preciso trabalhar uma parte ou outra, adicionar pontos que interligassem os fatos e dessem sentido ao acontecimentos. Eu a via como um filme que passava diante do meus olhos, foi só preciso contar aquilo que via. Algo interessante é que desde o primeiro capítulo eu já tinha em mente como ficaria o final e durante o período que fiquei sem escrever a história não saia da minha mente, voltando sempre para me assombrar. Por isso que decidi terminá-la, como um dever de torná-la pública.


>> O que gostaria de dizer aos leitores do blog Meu Mundo Em Tons Pastéis?

Gostaria apenas de deixar o meu grande abraço e dizer que o livro e todos os benefícios que vem com ele são os bens mais precisos que uma pessoa pode alcançar. Por isso, busquem ao máximo que mais pessoas leiam, estimule-os doando livros, emprestando livros e contando estórias, para que possamos aumentar os amantes desse universo encantador. Destaco aqui também o maravilhoso trabalho que a Mirelle tem feito no blog.

(Muito obrigada Fábio!! Me dedico ao blog com muito amor e carinho!!)



QUIZ DE FAVORITOS


Filme de terror favorito

O grito

Livro de terror favorito

O Horror de Dunwich do HP Lovecraft

Autor de terror favorito

HP Lovecraft

Personagem de terror favorito e por quê

Cláudia, vampira do livro “Entrevista com vampiro” porque não existe nada tão macabro que crianças em estórias de terror e o sadismo dela me fascina.


E aí meus lindos? Gostaram da entrevista?? Eu gostei muito! 

Queria agradecer ao Fábio por arrumar um tempinho e participar do primeiro Especial de Halloween do MMTP! Foi muito bom poder conhecê-lo um pouquinho mais!! Gostei muito das respostas e me identifiquei bastante com ele! Em breve teremos uma surpresa para vocês, e acho que vão gostar bastante!!

Beijinhos e continuem acompanhando o Especial de Halloween!!

21 de outubro de 2014

Entrevistando: Fábio Bruzinga #1

Hello creepies!!


Hoje teremos nossa primeira entrevista com autores do gênero terror!! É claro que isso não podia faltar, não é? Agora conversaremos um pouquinho Fábio Bruzinga, autor de Réquiem! Para conhecê-lo melhor, clique aqui, e leia a postagem de apresentação dele e de sua obra!!






>> Já teve medo do escuro?

Por incrível que pareça, não!


>> O que te assustava quando era criança?

Não somente quando criança, mas confesso que isso me assusta um pouco até hoje: Janelas voltadas para o quintal. Não sei porque, mas sempre tive a impressão de que se algo de ruim fosse acontecer, com certeza viria da janela do quarto voltado para o quintal. E mais, se um filme de terror quiser me assustar, é só colocar um espírito ou qualquer coisa passando pela janela – Os filmes “A mulher de preto” e “Insidious” me assustaram bastante com essa cena.


>> Tem algum relato, de algo estranho e sobrenatural, que aconteceu com você, para nos contar?

Quando eu era pequeno, por volta dos 6 anos de idade, eu costumava dormir na casa da minha avó, que morava na mesma rua que eu. Certo dia, malinei bastante, falei muito palavrão e recusei ir dormir na casa dela. Quando estava dando meia-noite, decidi ir dormir lá. Minha irmã se encarregou de me levar, mas quando já saíamos do portão, vimos no quintal nada mais, nada menos que a mulher de branco. Entramos em desespero e corremos desenfreados para a casa da nossa avó. Todo mundo disse que a gente tinha imaginado coisas, mas é impossível que duas pessoas imaginem exatamente a mesmo coisa. Depois disso, eu passei a ter certeza que o quintal sempre guarda alguma coisa macabra.


>> Como surgiu esse gosto pelo gênero terror?

Acho que foi algo espontâneo, algo que sempre fez parte de mim. Sempre gostei do macabro, mesmo que me causasse medo em alguns momentos. Não sei o que me chama mais atenção nesse gênero, talvez o frio na barriga, o coração bater mais forte ou os pelos eriçados, a sensação de se sentir vivo.


>> Já tinha vontade de escrever um livro antes?


Para ser franco, não! Sempre gostei muito de ler e escrever pequenos trechos e reflexões, mas nunca tinha passado por minha cabeça escrever um livro. Certo dia, eu estava lendo um livro sobre investigação criminal e a história de Réquiem veio como uma bomba em minha cabeça e daí eu pensei, tenho que escrevê-la, o mundo precisa conhecer essa estória.


E aí? Gostaram dessa primeira parte da entrevista?? Se identificaram com o Fábio? Eu gostei muito das respostas!! Na segunda parte teremos um pequeno QUIZ de Favoritos!! Aguardem, porque será ótimo!

Beijinhos

17 de maio de 2014

Entrevista com Autores - Beatriz Cortes

Olá leitores do MMTP!!
Como estão?? 



Hoje tem outra super entrevista para vocês!! Vamos conhecer um pouquinho mais da autora Bhya Cortes, que é um amorzinho de pessoa e escreveu o livro "O Outro Lado Da Memória". Fiquem à vontade e vamos à entrevista!!

ENTREVISTA

 



1. O que você lia na infância?

BC: Muuuuuuuitos contos de fada. rsrs Lia gibis e até livros nacionais mais infantis.

2. Você sempre gostou de ler ou era obrigada a fazer as leituras?

BC: Sempre gostei! Fui incentivada e sempre foi algo prazeroso para mim.

3. Quando criança já sonhava em ser escritora?

BC: Não. Nunca pensei em ser escritora. Foi algo que veio com o tempo, pois sempre escrevi, mas ter essa profissão necessariamente nunca havia pensado.

4.  Quando começou a escrever?

BC: Acredito que desde os 8 anos de idade, por aí. Escrevia textos curtos e com o tempo fui aprimorando.

5. Como/quando percebeu que seu destino era ser escritora?

BC: Quando não conseguia me ver longe dos livros e das palavras. Descobri que escrever era como uma terapia para mim, e que eu gostava daquilo. Virou minha paixão e agora, profissão.

6. Você acha que para escrever um livro, precisa de técnica?

BC: Com certeza. Toda profissão precisa de investimento. E a escrita também é assim. Cursos de escrita são sempre bem-vindos rsrs

7. Qual a maior dificuldade na hora de escrever?

BC: Falta de silêncio é terrível. Procuro achar um lugar quieto, mas é sempre difícil! Tenho dificuldade em escrever cenas de ação, por exemplo, então sempre corro para minhas amigas escritoras e peço ajuda rsrs 

8. Tem algum autor, ou autores especiais que te inspiram?

BC: Sim. Poderia citar muitos, mas sou apaixonada pelos livros do Gustave Flaubert, Carl Rogers, Nicholas Sparks, Adriana Brazil e Samanta Holtz.

9. Teve apoio dos amigos e familiares enquanto escrevia "O Outro Lado Da Memória?

BC: Muito. A coisa mais importante para mim. Sempre estiveram do meu lado.

10. O que faz quando falta inspiração para escrever? Isso acontece enquanto está criando uma obra?

BC: Acontece. Fico uns dias sem escrever, faço outras coisas, leio um bom livro, danço, distraio. E depois, quando sento novamente para escrever, as coisas vão fluindo naturalmente. Não adianta querer colocar algo no papel com a mente cansada e à mil por hora que não consigo.

11. O que mudou na sua vida após ser escritora?

BC: Acredito que o reconhecimento e o prazer de ter algo que você escreveu na mão de pessoas de vários lugares em todo o país. Isso é muito gratificante.


Para saber mais sobre a autora e sua obra, clique aqui!

Bom meus amigos, essa foi a primeira parte da entrevista com a nossa querida Bhya Cortes! Estou muito feliz de ter podido fazer essa entrevista com ela! Amei as respostas e é clado que as dicas já estão anotadinhas aqui! É muito gostoso poder saber como foi esse caminho de escrita que cada autor passou! Acho lindo e aprendo muito com eles! Agradeço à Bhya pela participação maravilhosa aqui e aguardem a segunda parte que será na segunda!!!



Amanhã tem uma grande surpresa para vocês!! Quem acompanha o face do MMTP está por dentro da Gincana do projeto Eu Valorizo A Literatura Nacional, que começará no dia 18 desse mês e irá até o dia 24 !! Não percam que a gincana será boa!! E não deixem de acompanhar o face para saber o grupo de blogs do dia ok??




Beijinhos



15 de maio de 2014

Entrevista com Autores - Dernires Romualdo 2

Tudo bem leitores?
Vamos dar continuidade à entrevista com a autora?
Estão gostando até agora?
Mais para frente, podem aguardar, que muitas surpresas aparecerão!




ENTREVISTA PARTE 2



1. Qual o seu livro nacional preferido?

DR: Gosto dos clássicos da literatura brasileira. Livros como A Moreninha e autores como José de Alencar me encantam até hoje.

MMTP: Meu clássico favorito!

2. O que acha da literatura atualmente?

DR: Acho que nunca se produziu tantos livros como se tem produzido ultimamente. E para todos os gostos. Não existe mais a velha desculpa do "eu não gosto de ler", porque dentre tantos gêneros, certamente se acha algo em que se encaixe.

3. O que acha dos novos autores?

DR: Acho que ainda há muita busca de inspiração em autores e livros estrangeiros. Leio algumas coisas por aí, que me parecem boas, são livros que gostaria de ler e tal, mas os personagens são estrangeiros, o espaço é um outro país... Pode me chamar de nacionalista, mas tem tanta coisa boa pra se mostrar por aqui... Tantas Marias e Joões que podem virar personagens. E não me falem do Andrew Connor (personagem de Seattle - Olha só o cenário gringo também- rsrs), porque ninguém é mais Pernambucana do que a Mariana (Personagem do mesmo livro)... O que quis fazer ali, foi uma mistura, em tempo crescimento do país e de estudantes indo fazer intercâmbio em países de língua estrangeira. Quis mostrar que uma história como a deles poderia ter acontecido de verdade.

4. Vamos falar um pouquinho sobre Seattle? De onde vem seus personagens? Amigos, família...

DR: Ih... Quando escrevi Seattle, dei um exemplar de presente pra minha terapeuta, que depois de ler me olhou e perguntou: "Quem é você no livro?" rsrs... Acho que meus personagens tem um pouquinho de mim em cada um deles. Ideias, pensamentos, ações. Não são só eu, mas muito de mim está neles. E muito deles em mim.  Sempre tem uma característica que eu "roubei" de um primo, um olhar de uma tia, um sotaque de um amigo... Acho que meus personagens tão na rua, vivendo suas vidas... Muitos deles nem sabe que me inspiram, outros até imaginam e tem também aqueles que tem certeza! rsrs

5. Da sua obra, tem um personagem preferido?

DR: Adoro o Andrew. Acho ele um fofo. Educado, gentil, meios descompassado às vezes, mas até a possessividade e o ciúme dele é um charme. Mas confesso que a longo prazo, os defeitos gritariam... Acho que por isso não escrevi uma continuação, como muita gente pediu.

6. De onde tira as ideias para os livros?

DR: Da vida. Da minha, de alguns amigos, de filmes, de novelas, de outros livros. Até de sonhos. Em todo canto tem boas histórias. É só olhar em volta.

MMTP: Linda resposta! É verdade Dernires!

7. O que mais gosta nas próprias estórias?

DR: Gosto da maneira que eu escrevo. Acho meio envolvente... rsrs... quando termino de escrever e começo a ler, encontro dificuldade em parar. Gosto disso. Escrevo histórias que eu gosto de ler. 

Tem outra coisa também. Gosto de mostrar meu país! Em Seattle mostrei o carnaval de Pernambuco, Recife, falei de ruas, de lugares, de artistas locais. No segundo livro, que acabei de acabar, o cenário é o Rio de Janeiro e Porto Alegre. Acho bacana mostrar o que é que o Brasil tem!

8. Conta um pouquinho sobre como foi escrever o seu livro! (A inspiração veio logo, se escreveu rápido, se foi difícil pensar no local, nos personagens e nos nomes, e mais o que queira adicionar)

DR: Escrever é sempre bom. Seattle fluiu bem. Do começo ao fim. Não tive grandes lapsos de inspiração. Tava sempre disposta a escrever, independente do dia ou da hora. Mas a madrugada foi minha grande companheira. Algumas vezes passava as madrugadas escrevendo e só ia dormir quando o sol chegava. Terminei o livro em três meses e sinceramente não sei dizer se é muito ou pouco. O nome dos personagens e o título foram complicados de sair. O do Andrew então, vixi... nem se fala! Até chegar no nome dele passei por mais uns 4 nomes que participaram de capítulos inteiros até eu decidir que não era aquele. rsrs...

9. Como foi ter a notícia de que ser livro seria publicado?

DR: Bom, Seattle é uma produção independente. Minha intenção era na verdade, imprimir uns 20 exemplares e dar de presente para alguns amigos e familiares, mas aí, alguns amigos bem próximos furaram a fila e leram antes, e disseram que era muito bom, que devia ser comercializado, que as pessoas iam gostar... bom... eu acreditei, paguei pra ver e não deu pra todo mundo. A segunda edição sai ainda esse ano. ;)

10. Pensa em escrever um próximo livro? Caso já esteja escrevendo, pode contar um pouquinho para a gente? 

DR: Na verdade já terminei, mas tem o processo de revisão, escolha da capa e tal, só deve sair no segundo semestre. O livro se chama "Nada Acontece por Acaso" e conta a história de Fernanda, que ao perder o pai para o câncer, vai morar com a mãe, que abandonou a ela e aos irmãos, no Rio de Janeiro. Lá chegando, conhece Dante um fotógrafo daqueles de tirar o fôlego. O problema é que Dante já tem um compromisso... E aí... Só lendo pra saber... rsrs... ;)

MMTP: Obaa!! Mais um livro para a gente se deliciar! Ótima notícia!! Aguardem viu galera?!

11. Pode deixar um recado para os leitores e futuros escritores do MMTP?

DR: Escrevam porque gostam. Quando a gente faz algo de que gosta, não parece esforço, não parece trabalho. A gente termina fazendo direito sem sequer notar. Mas se quiser mesmo escrever, vai ter que ler. E viver. E imaginar. Sem leitura, sem vida e sem imaginação não se consegue escrever.

MMTP: Esse recadinho é para guardar no coração!


Agora chegamos ao fim da entrevista! O que acharam? Eu amei poder entrevistar e ouvir as respostas da Dernires! Curti muito do início ao fim e vou levar muita coisa adiante comigo! Foi super saber que vem livro novo por aí!! Mal posso esperar! Gostaria de agradecer muito à Dernires por participar desse projeto aqui com a gente! Ela é um amor de pessoa e espero que possar estar presente sempre aqui no blog Meu Mundo Em Tons Pastéis! E que ela tenha boa sorte na reta final de "Nada Acontece Por Acaso"!




Beijinhos